Cosme e Damião
Cantinho de

Cosme e Damião

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OGUM

Abril é mês de São Jorge! Mês de Ogum!


Comemorado no dia 23 de abril, São Jorge, na Umbanda do Rio de Janeiro, é sincretizado com Ogum. Senhor dos caminhos, força propulsora que faz avançar.


Sendo Ogum o Orixá do ferro, representado como um guerreiro, que carrega uma espada a desbravar caminhos, sua associação com o invencível cavaleiro romano, coberto por uma armadura de metal e que destruía feras é fácil de entender.


O ferro de Ogum propiciou a confecção de ferramentas diversas, que ampliaram as possibilidades, especialmente de produção agrícola, representando um avanço em relação à forma anterior. Por extensão, Ogum passou a representar a tecnologia, o avanço tecnológico como um todo – novas formas de fazer, de pensar o antigo.


Ogum é também a força combativa, que nos anima nas lutas do dia a dia. A força que nos faz derrotar os dragões da inércia e da mesquinhez que vivem a nos rondar.


Que seu Ogum possa nos dar o ânimo necessário para enfrentarmos nossas batalhas diárias! Que sejamos merecedores de fazermos parte de seu exército e, assim, contar com sua proteção nos nossos caminhos.


Que Ogum traga caminhos abertos, hoje e sempre!


Saravá Ogum! Ogunhê!



Essa é Ana...


... é óbvio que se Ana é médium - e, por acaso, ela é, num terreiro de Umbanda! - ela é médium todo o tempo também, certo?! Pois, assim como acontece com o fato dela ser mãe, esposa, advogada, portelense, botafoguense, não dá para ser médium só uma parte do tempo, só quando se está dentro do terreiro, só de vez em quando, só "part-time".


Porém, infelizmente, parece que, quando se trata de mediunidade, a obviedade dessa afirmação some! Muitas Anas por aí que, aparentemente, se esquecem de suas responsabilidades como médiuns “full-time” que são - ou, ao menos, deveriam ser! E agem como se o mundo espiritual só existisse da porta do terreiro para dentro e só nos dias de trabalho no terreiro.


...


Médiuns “part-time” são maus alunos, pois não colocam em prática os aprendizados que recebem. Principalmente quando estão fora do terreiro!...

 

A gira seguia tranquila. E era hora da chegada dos Pretos Velhos. A curimba saudava os Vovôs e Vovós de Aruanda, que incorporavam seus “cavalos” e, em pouco tempo, enchiam o terreiro de brandura enquanto pegavam cachimbos e galhinhos de arruda.

...

– Filha gosta de bolo?


A moça não respondeu à Entidade. A pergunta lhe pareceu tão fora de contexto que ela foi incapaz de falar. E sua estranheza se esboçou em seu semblante.


– Bolo, filha! De comer... ‘cê gosta? – disse a Velha sorrindo.


– Er... Gosto, vó...


– Todo bolo leva ovo, filha?


– Não sei, vó... Acho que não...


– Velha gosta de bolo de milho. E você, filha?


– Eu prefiro de chocolate, vó... – a moça respondia às perguntas, mas sem saber onde aquele papo iria levar. O que a Velha queria dizer com aquela história de bolo?!


– Bolo de chocolate é preto igual Velha, né filha?

...


– Assim é a nossa Umbanda, filha. Igual bolo. Tem de várias formas, com vários ingredientes diferentes numa casa e outros noutra; tem dos mais simples aos mais sofisticados, e de tudo quanto é gosto. Mas, ao final, é tudo Umbanda, filha.


Era sábado. O segundo sábado do mês para ser mais exato. Era dia de gira no terreiro que ele frequentava há algum tempo. Terreiro onde ele descobriu e estava desenvolvendo sua mediunidade, onde conheceu coisas novas, fez novos amigos, mas também encontrou pessoas com quem não tinha tanta afinidade e onde teve de se comprometer com novas “obrigações”.

...

E esse foi o último pensamento sobre o terreiro antes de ter sua atenção desviada pela TV. Um filme que ele já vira antes estava começando... Mas o filme repetido lhe deu sono. E ali ele dormiu. E sonhou.

...

- Se achegue, fio... De repente alguém falou na escuridão...

- Sua benção, vô... Falou o rapaz meio sem graça, se sentando em uma pedra próxima à fogueira.


- ue Zâmbi, lhe abençoe, fio... Velho sentiu sua falta na gira...

...

Ainda calado, o rapaz viu o velho empurrar com a bengala o toco que ele havia tirado da fogueira para perto das outras brasas. E o pedaço de madeira agora frio e aparentemente inútil, quase que imediatamente, tornou a incandescer, alimentado pelo calor das brasas ardentes a sua volta. E ainda em silêncio, o velho se dirigiu para a casa com seu passo vagaroso. 

...

Numa casa de Umbanda, o corpo mediúnico forma a chama que mantém a casa pulsando. Todos alimentamos e somos alimentados por essa chama, e fazemos parte dela...

 

ZÂMBI Deus. Eterno, imutável,  imaterial,  único,  onipotente e soberanamente justo e bom.

 
 

Nossos próximos encontros:

 

29/abr      sábado        9h      Simpósio - Energia Espiritual e Passes  (restrito aos Médiuns e aos Colaboradores) 


13/mai      sábado      16h      Gira Mensal – Feijoada dos Pretos Velhos


14/mai      domingo      8h      Ação social AFI – Apoio Fraterno ao Idoso*

(*) Fique atento! Em virtude de obras de manutenção e melhoria no nosso Cantinho, as atividades da segunda quinzena de MAIO foram canceladas e o encontro do AFI adiantado para o segundo domingo, dia 14/05. Pedimos desculpas e contamos com a sua compreensão. 


Veja o calendário completo aqui.

 

Nossos encontros começam pontualmente na hora indicada. Chegue com a antecedência necessária para poder se preparar para melhor aproveitar os encontros.

 

Projeto de Apoio Fraterno ao Idoso (AFI)

O projeto AFI tem por objetivo prestar atendimento fraterno e apoio alimentício a idosos (com 55 anos ou mais) carentes. Mensalmente, no 4° domingo de cada mês (confira as datas no nosso calendário), a partir das 9h, oferecemos aos assistidos pelo projeto, lá no nosso Cantinho, um café da manhã muito animado, farto de sorrisos e de coisas gostosas.  Além dessa confraternização, neste dia, entregamos aos assistidos as cestas básicas, que são montadas a partir de doações. 


Mais do que alimentar o corpo, nosso objetivo nesses encontros é nutrir a alma e o coração de todos os envolvidos, prestando a caridade, aprendendo com as experiências uns dos outros, resgatando a autoestima e vivendo momentos de paz e alegria genuínas.


Atualmente, o projeto atende a 13 famílias. Esse número é definido pela quantidade de alimentos que temos certeza que conseguimos recolher através das doações para a montagem das cestas básicas.


Para que possamos manter essa atividade e ampliar o número de assistidos, novos colaboradores são sempre bem-vindos, seja para ajudar a servir o café ou para doar os itens que compõem as cestas!


Caso queira ajudar, entre em contato conosco!

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