Cosme e Damião
Cantinho de

Cosme e Damião

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ALVORADA

Sabe aqueles dias em que parece que tudo dá errado? De acordar atrasado, brigar em casa enquanto engole aquele café da manhã minguado, ouvir as notícias ruins no rádio, aguentar o mau humor do chefe no trabalho, lidar com os problemas de falta de grana, até enfrentar horas de engarrafamento para voltar para casa e lembrar que amanhã, de novo, tudo isso te espera mais uma vez?! Então… 


Eu estava tão cansado que até no sonho eu tinha dificuldades de me manter alerta… Nele, eu estava deitado num chão sujo, em meio a lama e pedras que machucavam meu corpo; bem no meio de um vasto descampado, que ia até perder de vista. Tudo era cinza e sombras e escuridão. Aqui e ali colunas de fumaça subiam lentas como lesmas indo pro céu cor de breu. E o ar fedia. Cheirava a uma mistura de suor e sangue e urina e carne queimada. E eu só tinha vontade de me dissolver ali, me misturar àquela lama imunda e sumir.

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E como num movimento ensaiado, o fim daquele meu suspiro cansado, que marcou o término daquela prece curta, coincidiu com um estrondo – não sei se um trovão ou o toque de um tambor! – que acelerou meu coração e me fez abrir os olhos.

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Ainda deitado no chão, vi as patas enormes de um cavalo bem próximas a mim. E, então, um par de botas de um ser vestido com uma armadura reluzente, e sua mão que se estendia para me ajudar a levantar.


Num segundo eu estava de pé, frente a frente ao cavaleiro que me sorria com carinho; e no outro, eu estava sobre o cavalo que já se movia, sendo guiado pelo cavaleiro, por um caminho formado pelos raios do sol.

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Mais à frente, o cavaleiro parou e acenou com a cabeça para que eu me virasse e olhasse para o local de onde viemos. E meus olhos se encheram da beleza de uma estrada desenhada pelo Sol… Uma linda estrada de luz que cortava aquele descampado de agruras em que antes eu me encontrava.


E mais uma vez eu me achava frente a frente com o cavaleiro. Ele apoiou suas mãos em meus ombros e olhando fixamente em meus olhos me falou de forma tranquila e firme: “Filho, o bom guerreiro escolhe bem as batalhas que vai enfrentar, pois conhece suas forças e seus pontos fracos, e trabalha para tê-los sob seu controle. E principalmente, o bom guerreiro não dá uma guerra por perdida porque perdeu uma batalha. Mantenha o ânimo. Você não está só. Todo filho de fé que segue pelo caminho da luz – e ele apontou para a estrada que vinha do astro rei até nós – sempre terá minhas armas e meu escudo para sua defesa…”

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Leia o texto completo aqui >>>.


O povo que na Terra conheceu o preconceito e a discriminação – e até hoje, em alguns lugares ainda vive tal realidade! – encontrou na Umbanda um porto seguro para por em prática seus conhecimentos de magia, cumprindo sua missão espiritual. Missão essa alicerçada na alegria, na interação respeitosa com a natureza, na liberdade individual, no respeito à experiência e sabedoria dos mais velhos e na preocupação com o bem estar coletivo.


Chegaram aos terreiros, vindos do oriente, trazendo sua magia e seus encantos. Sábios, trouxeram o brilho do dia e os mistérios da noite. Festeiros, trouxeram música e dança. Conhecedores dos caminhos do coração trouxeram bons conselhos para os apaixonados. Argutos, trouxeram lições do sobreviver feliz, mesmo sendo colocado à margem da sociedade.


...A discussão sobre se Ciganos são ou não Exus parece mais originada numa “preocupação” exclusivamente mundana, calcada no medo e no preconceito: medo de que o preconceito contra os Compadres e Comadres atinja aos Ciganos, do que numa “necessidade” de diferenciação, já que comparando-se as manifestações desses dois grupos de Entidades, encontramos mais similaridades do que diferenças: ambos gostam de música, de dança, de festa; são extrovertidos, alegres e sorridentes; são espirituosos; entende das energias do amor e do sexo; trabalham e vivem pelas estradas. De certa forma também podem ser chamados de Povo de Rua!


Exu ganhou a imagem do frade franciscano que carrega o menino Jesus em seus braços talvez pelo simples fato de ter sido um dos santos mais populares no Brasil colonial e ter em suas festas as fogueiras – o fogo é também associado a Exu – ou porque era evocado para se achar as coisas perdidas, assim como Exu a quem era, geralmente, imputada a “culpa” quando algo sumia. E sem a ajuda dele, o que sumiu, dificilmente, seria encontrado! Ou porque Antônio era casamenteiro e falava aos pobres, um santo do povo que, assim como Exu, ajudava a arrumar casamento e fala a todos.


Santo Antônio era tão popular, que era evocado até pelos senhores de engenho e feitores para ajudá-los a recapturar os escravos fugidos (afinal, ele não ajudava a encontrar as “coisas” perdidas!?). E talvez isso também tenha ajudado no processo de sincretismo, já que Exu, na crença iorubá é um Orixá dúbio, capaz de atos de bondade e também atos – na visão cristã ocidental – nem tão nobres assim. Seja como for, para os negros do Rio de Janeiro dos tempos da escravidão, Santo Antônio virou Exu.

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Assim, apesar dos Terreiros umbandistas, em geral, não cultuarem o ORIXÁ Exu em si, praticamente todos contam com os GUIAS Exus e sua contraparte feminina: as Pombagiras em suas linhas de trabalho, garantindo a presença de Santo Antônio entre as imagens e também nos pontos cantados durante os trabalhos.


E é por isso que saudamos Santo Antônio na companhia de nossos Compadres e Comadres, trabalhadores incansáveis da caridade


Certa vez, uma Moça que vinha andando feliz pelo mundo encontrou a Dona Vida. E Dona Vida deu a ela uma pedra. E disse a ela que ela teria de carregar aquela pedra pra sempre enquanto vivesse. Dia e noite, noite e dia ela estaria com sua pedra.

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Então a Moça passou a andar por aí com sua pedra a tiracolo, olhando fixamente para ela. Sempre cabisbaixa, chateada por ter que carregar aquele fardo cima e pra baixo.

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Até que um dia, a Moça chegou a um lugar, um Cantinho cheio de Crianças. E percebeu que lá também tinha um monte de gente carregando suas pedras, mas notou que elas não pareciam muito preocupadas com as pedras em si.

E lá, uma das Crianças daquele Cantinho se aproximou da Moça:


– Oi! Tudo bem?!

– Oi… Mais ou menos…

– “Mais ou menos” por quê?! O que houve?!

– Essa pedra!…


A Criança olhou pra pedra nas mãos da Moça com ar de “tá, mas e daí?” e a esperou continuar.


– Não é fácil viver com isso! Carregando essa pedra onde quer que eu vá!…

– Hummm… Mas ela foi um presente da Dona Vida pra você, não foi?!

– Pô! Mas que “presente”, né?! Presente de grego!


A Criança apenas olhou intensamente para a Moça… E depois, sorriu e disse:


– Deixa eu te mostrar uma coisa… - E a Criança estendeu a mão sobre os olhos da Moça e, como num sonho, a Moça viu como uma grande tela de cinema a sua frente.

MORUBIXABA -  Forma como os índios de várias tribos se referem ao seu líder, seu chefe. Também se diz murumuxaua, muruxaua, tubixaba e tuxaua. Por extensão, aquele que chefia ou comanda um Terreiro ou uma organização ou instituição social de qualquer natureza.

 

Nossos próximos encontros:

 

28/abr    sábado  16h    Gira de Guardiões (Exus)


01/mai   sábado  10h    Sessão de passe, corrente e irradiação – Trabalho de Banco


12/mai   sábado  16h    Gira Mensal


15/mai   terça      20h    Sessão de passe, corrente e irradiação – Pretos-Velhos


19/mai   sábado  10h    Encontro exclusivo para Médiuns e Colaboradores

Veja o calendário completo aqui.

 

Nossos encontros começam pontualmente na hora indicada. Chegue com a antecedência necessária para poder se preparar para melhor aproveitar os encontros.

 

Projeto de Apoio Fraterno ao Idoso (AFI)

O projeto AFI tem por objetivo prestar atendimento fraterno e apoio alimentício a idosos (com 55 anos ou mais) carentes. Mensalmente, no 4° domingo de cada mês (confira as datas no nosso calendário), a partir das 9h, oferecemos aos assistidos pelo projeto, lá no nosso Cantinho, um café da manhã muito animado, farto de sorrisos e de coisas gostosas.  Além dessa confraternização, neste dia, entregamos aos assistidos as cestas básicas, que são montadas a partir de doações. 


Mais do que alimentar o corpo, nosso objetivo nesses encontros é nutrir a alma e o coração de todos os envolvidos, prestando a caridade, aprendendo com as experiências uns dos outros, resgatando a autoestima e vivendo momentos de paz e alegria genuínas.


Atualmente, o projeto atende a 13 famílias. Esse número é definido pela quantidade de alimentos que temos certeza que conseguimos recolher através das doações para a montagem das cestas básicas.


Para que possamos manter essa atividade e ampliar o número de assistidos, novos colaboradores são sempre bem-vindos, seja para ajudar a servir o café ou para doar os itens que compõem as cestas!


Caso queira ajudar, entre em contato conosco!

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