Cosme e Damião
Cantinho de

Cosme e Damião

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A MOÇA E A PEDRA

Certa vez, uma Moça que vinha andando feliz pelo mundo encontrou a Dona Vida. E Dona Vida deu a ela uma pedra. E disse a ela que ela teria de carregar aquela pedra pra sempre enquanto vivesse. Dia e noite, noite e dia ela estaria com sua pedra.


De primeira, a Moça ficou muito assustada. Como ela ia viver carregando uma pedra pra tudo quanto é lado!? A Moça então se revoltou, esperneou, chorou… Mas não adiantou. A gente não se desfaz assim dos “presentes” de Dona Vida.


Então a Moça passou a andar por aí com sua pedra a tiracolo, olhando fixamente para ela. Sempre cabisbaixa, chateada por ter que carregar aquele fardo cima e pra baixo.

...


Até que um dia, a Moça chegou a um lugar, um Cantinho cheio de Crianças. E percebeu que lá também tinha um monte de gente carregando suas pedras, mas notou que elas não pareciam muito preocupadas com as pedras em si.

E lá, uma das Crianças daquele Cantinho se aproximou da Moça:


– Oi! Tudo bem?!

– Oi… Mais ou menos…

– “Mais ou menos” por quê?! O que houve?!

– Essa pedra!…


A Criança olhou pra pedra nas mãos da Moça com ar de “tá, mas e daí?” e a esperou continuar.


– Não é fácil viver com isso! Carregando essa pedra onde quer que eu vá!…

– Hummm… Mas ela foi um presente da Dona Vida pra você, não foi?!

– Pô! Mas que “presente”, né?! Presente de grego!


A Criança apenas olhou intensamente para a Moça… E depois, sorriu e disse:


– Deixa eu te mostrar uma coisa… - E a Criança estendeu a mão sobre os olhos da Moça e, como num sonho, a Moça viu como uma grande tela de cinema a sua frente.

...

Leia o texto completo aqui >>>.


Era sábado. O segundo sábado do mês para ser mais exato. Era dia de gira no terreiro que ele frequentava há algum tempo. Terreiro onde ele descobriu e estava desenvolvendo sua mediunidade, onde conheceu coisas novas, fez novos amigos, mas também encontrou pessoas com quem não tinha tanta afinidade e onde teve de se comprometer com novas “obrigações”.

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E esse foi o último pensamento sobre o terreiro antes de ter sua atenção desviada pela TV. Um filme que ele já vira antes estava começando... Mas o filme repetido lhe deu sono. E ali ele dormiu. E sonhou.

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- Se achegue, fio... De repente alguém falou na escuridão...

- Sua benção, vô... Falou o rapaz meio sem graça, se sentando em uma pedra próxima à fogueira.


- ue Zâmbi, lhe abençoe, fio... Velho sentiu sua falta na gira...

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Ainda calado, o rapaz viu o velho empurrar com a bengala o toco que ele havia tirado da fogueira para perto das outras brasas. E o pedaço de madeira agora frio e aparentemente inútil, quase que imediatamente, tornou a incandescer, alimentado pelo calor das brasas ardentes a sua volta. E ainda em silêncio, o velho se dirigiu para a casa com seu passo vagaroso. 

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Numa casa de Umbanda, o corpo mediúnico forma a chama que mantém a casa pulsando. Todos alimentamos e somos alimentados por essa chama, e fazemos parte dela...

 

O povo que na Terra conheceu o preconceito e a discriminação – e até hoje, em alguns lugares ainda vive tal realidade! – encontrou na Umbanda um porto seguro para por em prática seus conhecimentos de magia, cumprindo sua missão espiritual. Missão essa alicerçada na alegria, na interação respeitosa com a natureza, na liberdade individual, no respeito à experiência e sabedoria dos mais velhos e na preocupação com o bem estar coletivo.


Chegaram aos terreiros, vindos do oriente, trazendo sua magia e seus encantos. Sábios, trouxeram o brilho do dia e os mistérios da noite. Festeiros, trouxeram música e dança. Conhecedores dos caminhos do coração trouxeram bons conselhos para os apaixonados. Argutos, trouxeram lições do sobreviver feliz, mesmo sendo colocado à margem da sociedade.


...A discussão sobre se Ciganos são ou não Exus parece mais originada numa “preocupação” exclusivamente mundana, calcada no medo e no preconceito: medo de que o preconceito contra os Compadres e Comadres atinja aos Ciganos, do que numa “necessidade” de diferenciação, já que comparando-se as manifestações desses dois grupos de Entidades, encontramos mais similaridades do que diferenças: ambos gostam de música, de dança, de festa; são extrovertidos, alegres e sorridentes; são espirituosos; entende das energias do amor e do sexo; trabalham e vivem pelas estradas. De certa forma também podem ser chamados de Povo de Rua!


...

Exu ganhou a imagem do frade franciscano que carrega o menino Jesus em seus braços talvez pelo simples fato de ter sido um dos santos mais populares no Brasil colonial e ter em suas festas as fogueiras – o fogo é também associado a Exu – ou porque era evocado para se achar as coisas perdidas, assim como Exu a quem era, geralmente, imputada a “culpa” quando algo sumia. E sem a ajuda dele, o que sumiu, dificilmente, seria encontrado! Ou porque Antônio era casamenteiro e falava aos pobres, um santo do povo que, assim como Exu, ajudava a arrumar casamento e fala a todos.


Santo Antônio era tão popular, que era evocado até pelos senhores de engenho e feitores para ajudá-los a recapturar os escravos fugidos (afinal, ele não ajudava a encontrar as “coisas” perdidas!?). E talvez isso também tenha ajudado no processo de sincretismo, já que Exu, na crença iorubá é um Orixá dúbio, capaz de atos de bondade e também atos – na visão cristã ocidental – nem tão nobres assim. Seja como for, para os negros do Rio de Janeiro dos tempos da escravidão, Santo Antônio virou Exu.

...

Assim, apesar dos Terreiros umbandistas, em geral, não cultuarem o ORIXÁ Exu em si, praticamente todos contam com os GUIAS Exus e sua contraparte feminina: as Pombagiras em suas linhas de trabalho, garantindo a presença de Santo Antônio entre as imagens e também nos pontos cantados durante os trabalhos.


E é por isso que saudamos Santo Antônio na companhia de nossos Compadres e Comadres, trabalhadores incansáveis da caridade.

ABARÉ - Forma como na língua tupi os índios se referiam aos missionários ou padres cristãos. Por extensão passou a significar também "sacerdote". Assim, numa tradução livre, as nomenclaturas dadas na nossa Escolàs Entidades dos médiuns Subchefe de Terreiro (SCT) - abaré-mirim -, Chefe de Terreiro (CT) - abaré - e de Subcomandante Chefe de Terreiro (SCCT) - abaré-guaçu -  significam "sacerdote pequeno (ou iniciante)", "sacerdote" e "sacerdote maior", respectivamente. 

 

Nossos próximos encontros:

 

11/nov    sábado      16h       Gira Mensal


14/nov    terça          20h       Sessão de Pretos Velhos


25/nov    sábado      16h       Gira de Guardiões (Exus)


26/nov    domingo      8h       Ação social AFI – Apoio Fraterno ao Idoso


28/nov    terça          20h       Sessão de passe, corrente e irradiação

Veja o calendário completo aqui.

 

Nossos encontros começam pontualmente na hora indicada. Chegue com a antecedência necessária para poder se preparar para melhor aproveitar os encontros.

 

Projeto de Apoio Fraterno ao Idoso (AFI)

O projeto AFI tem por objetivo prestar atendimento fraterno e apoio alimentício a idosos (com 55 anos ou mais) carentes. Mensalmente, no 4° domingo de cada mês (confira as datas no nosso calendário), a partir das 9h, oferecemos aos assistidos pelo projeto, lá no nosso Cantinho, um café da manhã muito animado, farto de sorrisos e de coisas gostosas.  Além dessa confraternização, neste dia, entregamos aos assistidos as cestas básicas, que são montadas a partir de doações. 


Mais do que alimentar o corpo, nosso objetivo nesses encontros é nutrir a alma e o coração de todos os envolvidos, prestando a caridade, aprendendo com as experiências uns dos outros, resgatando a autoestima e vivendo momentos de paz e alegria genuínas.


Atualmente, o projeto atende a 13 famílias. Esse número é definido pela quantidade de alimentos que temos certeza que conseguimos recolher através das doações para a montagem das cestas básicas.


Para que possamos manter essa atividade e ampliar o número de assistidos, novos colaboradores são sempre bem-vindos, seja para ajudar a servir o café ou para doar os itens que compõem as cestas!


Caso queira ajudar, entre em contato conosco!

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