Cosme e Damião
Cantinho de

Cosme e Damião

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TEMPO DE IBEJADA!

Em setembro temos o dia de Cosme e Damião; em outubro, dia das crianças e também de Crispim e Crispiniano – santos irmãos que, assim como Cosme e Damião, também foram sincretizados em alguns Candomblés do passado com os Orixás Ibejis e, por extensão, passaram a representar os Erês e todas as Crianças Espirituais. Que, na Umbanda, representam a pureza, a inocência, a humildade do início, do aprendiz que dá os primeiros passos.


São Espíritos elevados que optaram pela roupagem infantil, cujos trejeitos, candura e simplicidade ajudam a derrubam barreiras, lhes dando a chave para chegar mesmo a corações mais fechados e destrancar os grilhões do rancor, para que suas mensagens possam ser recebidas e assimiladas.


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Sabe aqueles dias em que parece que tudo dá errado? De acordar atrasado, brigar em casa enquanto engole aquele café da manhã minguado, ouvir as notícias ruins no rádio, aguentar o mau humor do chefe no trabalho, lidar com os problemas de falta de grana, até enfrentar horas de engarrafamento para voltar para casa e lembrar que amanhã, de novo, tudo isso te espera mais uma vez?! Então… 


Eu estava tão cansado que até no sonho eu tinha dificuldades de me manter alerta… Nele, eu estava deitado num chão sujo, em meio a lama e pedras que machucavam meu corpo; bem no meio de um vasto descampado, que ia até perder de vista. Tudo era cinza e sombras e escuridão. Aqui e ali colunas de fumaça subiam lentas como lesmas indo pro céu cor de breu. E o ar fedia. Cheirava a uma mistura de suor e sangue e urina e carne queimada. E eu só tinha vontade de me dissolver ali, me misturar àquela lama imunda e sumir.

...

E como num movimento ensaiado, o fim daquele meu suspiro cansado, que marcou o término daquela prece curta, coincidiu com um estrondo – não sei se um trovão ou o toque de um tambor! – que acelerou meu coração e me fez abrir os olhos.

...


Mais à frente, o cavaleiro parou e acenou com a cabeça para que eu me virasse e olhasse para o local de onde viemos. E meus olhos se encheram da beleza de uma estrada desenhada pelo Sol… Uma linda estrada de luz que cortava aquele descampado de agruras em que antes eu me encontrava.


E mais uma vez eu me achava frente a frente com o cavaleiro. Ele apoiou suas mãos em meus ombros e olhando fixamente em meus olhos me falou de forma tranquila e firme: “Filho, o bom guerreiro escolhe bem as batalhas que vai enfrentar, pois conhece suas forças e seus pontos fracos, e trabalha para tê-los sob seu controle. E principalmente, o bom guerreiro não dá uma guerra por perdida porque perdeu uma batalha. Mantenha o ânimo. Você não está só. Todo filho de fé que segue pelo caminho da luz – e ele apontou para a estrada que vinha do astro rei até nós – sempre terá minhas armas e meu escudo para sua defesa…”




Negro foi arrancado de sua terra; arrastado pelas águas de Iemanjá até chegar à Terra de Santa Cruz, onde conheceu o purgatório.


Aparentemente, perdeu sua identidade, sua língua, sua crença. Foi misturado com outros negros no afã de fazer com que perdesse também sua força. Mas não perdeu; ganhou!...

...

Mas ao passo que as forças físicas lhe deixavam os braços, suas forças mental e espiritual cresciam e, vendo o tempo passar, aprenderam a ter paciência e resignação; a tirar das matas verdes de Oxoce o alento das dores, a cura das doenças do corpo e da alma.


Aprenderam a rezar e rezavam para curar. Curavam os bichos e o bicho homem de pele preta – que era talvez, até um antigo desafeto. E na hora do desespero, quando o bicho homem, o de pele branca – talvez (!) um novo desafeto –, lembrava que também era bicho e que o velho, que nada valia, podia curar, o velho o curava.

...


OBALUAÊ


A única certeza que temos ao nascer é que um dia, mais cedo ou mais tarde, desencarnaremos, que morreremos. Na Umbanda entendemos esse momento como aquele que – mais uma vez – deixaremos para trás nosso corpo carnal e voltaremos ao plano espiritual. E como sabemos que a vida continua mesmo quando o corpo físico sucumbe, para nós, a “morte” não tem o caráter aterrador da aniquilação do ser, do seu “fim”.


É sim, evidentemente, a transformação mais extrema pela qual passamos nesse mundo. Pois deixamos de estar encarnados – condição na qual, até então, “sempre” estivemos – e passamos a uma “nova” condição: a de desencarnado. E, talvez por isso, por ser essa experiência a mais radical das transformações pela qual passamos, seja também a que mais amedronte as pessoas. Especialmente os menos ligados às coisas do espírito e/ou as que não creem na reencarnação da forma como cremos.

Porém, amparados pela nossa fé, baseada nos testemunhos que nos dão nossas entidades em cada contato, entendemos a “morte” como sendo apenas mais uma das transformações pelas quais temos de passar para seguirmos evoluindo.


Na nossa Umbanda, Obaluaê, a representação jovem de Omolu, exprime a força de transformação – de toda transformação, inclusive da “morte”. É ele que rege os ciclos de fim e recomeço das coisas nesse mundo; que coloca o ponto final, mas que também apresenta uma nova página em branco para recomeçarmos.


A pipoca é um dos símbolos de Obaluaê. O milho duro, pouco apetitoso, só depois de levado ao fogo, arrebenta a casca e se transforma em algo palatável, útil, bom. Assim como o milho, em nossa existência, também passamos por calores que servem para nos transformar e nos fazer evoluir. Eis a revelação de Obaluaê.


Saravá Obaluaê!


Ó, Senhor das Doenças, Rei do Mundo, limpa nossas feridas com tuas mãos curadoras e sara nossa alma aflita;

Dá-nos a paciência de quem conhece o futuro; faz-nos aceitar as leis da evolução.

Seja nossa muleta nos momentos de dor; 

Faz-nos ver a oportunidade de um novo começo como um presente de Zâmbi;

E nos ajude em nossas transformações até nosso restabelecimento total.


Atotô, Senhor da Terra! Saravá, Obaluaê!

 

ATOTÔ - Saudação a Obaluaê/ Omolu. Do iorubá atoto'o, que significa uma ordem de "silêncio" ou para que se ouça alguma coisa: "ouvi" (imperativo de ouvir - ouvi vós).

 

Nossos próximos encontros:

06/out    sábado      10h       Limpeza (material) e organização geral do CCD

07/out    domingo    14h       Montagem dos kits do Dia das Crianças

12/out    sexta           9h       Festa Voluntária do Dia das Crianças 

13/out    sábado      16h       Gira Mensal

Veja o calendário completo aqui.

 

Nossos encontros começam pontualmente na hora indicada. Chegue com a antecedência necessária para poder se preparar para melhor aproveitar os encontros.

 

Projeto de Apoio Fraterno ao Idoso (AFI)

O projeto AFI tem por objetivo prestar atendimento fraterno e apoio alimentício a idosos (com 55 anos ou mais) carentes. Mensalmente, no 4° domingo de cada mês (confira as datas no nosso calendário), a partir das 9h, oferecemos aos assistidos pelo projeto, lá no nosso Cantinho, um café da manhã muito animado, farto de sorrisos e de coisas gostosas.  Além dessa confraternização, neste dia, entregamos aos assistidos as cestas básicas, que são montadas a partir de doações. 


Mais do que alimentar o corpo, nosso objetivo nesses encontros é nutrir a alma e o coração de todos os envolvidos, prestando a caridade, aprendendo com as experiências uns dos outros, resgatando a autoestima e vivendo momentos de paz e alegria genuínas.


Atualmente, o projeto atende a 13 famílias. Esse número é definido pela quantidade de alimentos que temos certeza que conseguimos recolher através das doações para a montagem das cestas básicas.


Para que possamos manter essa atividade e ampliar o número de assistidos, novos colaboradores são sempre bem-vindos, seja para ajudar a servir o café ou para doar os itens que compõem as cestas!


Caso queira ajudar, entre em contato conosco!

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Para quem vem de carro: há cancelas nos acessos às ruas Sodré da Gama, Alm. Oliveira Pinto e Comandante Lahmeyer. Caso a cancela de acesso esteja fechada, dirija-se à rua ao lado. Sempre há uma cancela aberta para quem vem pela Automóvel Club qto para quem vem da rua Guirareia.